O Mundo entre Guerras
Século XX
O século XX foi marcado por fortes contrastes. As guerras
mundiais, a bomba atômica e as armas sofisticadas e modernas causaram mortes e
destruições materiais em proporções nunca vistas. Ao mesmo tempo, o
desenvolvimento médico – cientifico, coma descoberta do antibiótico e da
penicilina e o desenvolvimento de vacinas conta paralisia infantil, caxumba,
sarampo, rubéola, febre amarela, tétano, entre outras, contribuiu para maior
longevidade do ser humano.
Nesse século o espaço geográfico também foi alterado
profundamente. A construção de grandes obras como: (usinas de energia,
estradas, redes de comunicação), a formação de cidades gigantescas e a
mecanização do espaço rural, entre outras realizações humanas, causaram grande
impacto no ambiente.
Fonte: http://molhoingles.com/inglaterra-planeja-o-centenario-da-i-guerra-mundial/
Imperialismo e a
Primeira guerra mundial
Historicamente, admite – se que o fato mais marcante do
inicio do século XX tenha sido a deflagração da
primeira guerra mundial. Ocorrida entre
1914 e
1918, o conflito militar envolveu
vários países do globo tanto
direta quanto indiretamente, pessoas de todos os continentes.
As causas da primeira guerra estão relacionadas às disputas
imperialistas do final XIX e inicio do século XX. Uma de suas consequências foi
justamente a ocorrência de outro conflito, de proporções ainda maiores que foi
a segunda guerra mundial, entre 1939 e 1945.
Nas ultimas três décadas do século XIX, as potências industriais
dominaram o mundo, Grã-Bretanha e França alargaram seus domínios na Ásia e
conquistaram a maior parte do continente africano. Bélgica, Holanda e Estados
unidos também estenderam domínio e poder em diferentes partes do mundo. A
Holanda apossou-se da Insulíndia, atual Indonésia; a Bélgica ocupou o Congo,
atual Republica Democrática do Congo; e os Estados unidos consolidaram sua
influência na América e tomaram da Espanha as Filipinas, Porto Rico e Cuba.
Disputavam mercados, fontes de matérias – primas, ocupando territórios para
apoiar o seu desenvolvimento industrial crescente.
Os países industrializados lançaram – se, então, à conquista
de novas colônias ou reforçaram o controle sobre as já existentes, numa fase do
capitalismo
que ficou conhecida como imperialismo ou neocolonialismo. Essa
fase correspondeu à exploração econômica e à dominação politica exercida pelas
potências industrializadas, ao longo do século XIX e inicio do século XX.
Cenário dos conflitos
O aprofundamento das rivalidades levou à formação de
alianças militares que dividiram os países europeus em dois blocos. Em 1882, a Itália,
Alemanha e Austrália- Hungria formaram a tríplice aliança e em, 1907, Grã –
Bretanha, França e Rússia estabeleceram a tríplice entente.
Em junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando,
herdeiro do trono austro- húngaro, foi assassinado em Sarajevo, capital da Bósnia,
por um estudante pertencente à sociedade secreta mão negra. Esse grupo era
formado por nacionalistas sérvios que se opunham à presença austro- húngara nos
Bálcãs. O assassinato foi interpretado pelo império austro- húngaro como
agressão a servia, tornando- se o estopim da primeira guerra mundial.
Na primeira guerra mundial, a Alemanha e a Austrália-
Hungria, que formavam, juntos com a Itália, a Tríplice Aliança, opuseram – se aos
países que formavam a Tríplice Entente. A Itália declarou neutralidade num primeiro
momento, e, mais tarde entrou na guerra, junto com o Japão, ao lado da tríplice
entente, lutando contra seus ex- aliados.
A guerra causou profundas transformações no espaço geográfico
mundial no inicio do século XX. Os países europeus tiveram suas plantações
arrasadas e houve forte retração da produção industrial, que os levou a
depender basicamente dos Estados Unidos tanto para abastecimento quanto
economicamente.
Os Estados Unidos, que já despontavam como forte potencia econômica,
eram o principal credor da França, da Rússia e da Grã – Bretanha, pra quem
tinham fornecido armas, munições, alimentos e outros produtos básicos. Em 1817,
os estadunidenses declararam guerra à Alemanha e entraram no conflito. Em julho
de 1918, as tropas da França, da Grã – Bretanha e dos Estados Unidos realizaram
uma investida decisiva, obrigando à capitulação da Áustria – Hungria, da Bulgária
e da Turquia. Para Alemanha, a guerra só terminaria meses depois, com a
abdicação de Kaiser e a rendição do país.
Fonte:http://www.infoescola.com/historia/primeira-guerra-mundial/
Tratado de Versalhes
Vários acordos de paz foram assinados, separadamente, pelos
países derrotados na guerra. Isso provocou profundas alterações no mapa
politico da Europa. O presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, tentou
estabelecer uma proposta de paz que chamou “14 pontos”, baseada no principio de
uma paz sem vencedores e sanções.
A Grã - Bretanha e a França, no entanto, não concederam a
paz sem punição a seus opositores, que resultou no tratado de Versalhes.
A Alemanha, rendida ao final do conflito, teve que aceitar
os termos da paz de Versalhes, que lhe impôs condições bastante severas como:
pagamento das indenizações de guerra; o confisco de todos os investimentos e
bens nacionais ou privados alemães existentes no exterior; a renuncia a todas
as suas colônias; a perda da sétima parte do território para outros países da Europa;
e limitação das suas forças armadas.
A liga das nações
Após a primeira guerra mundial, foi criada a liga das
nações, cujo principio era assegurar a paz internacional. Apesar de a liga ser
um dos “14 pontos” do programa de paz lançado pelos Estados Unidos, o congresso
estadunidense opôs – se à participação do país nesse organismo internacional,
que resultara de um tratado de paz em total desacordo com a proposta inicial
estadunidense.
O império Austro-húngaro
foi desmembrado e deu origem a novos países. Áustria ficou isolada e um mosaico
de países surgiram ao lado de sua fronteira oriental: Hungria, Tchecoslováquia
e reino dos sérvios, croatas e eslovenos. Surgiram também a Estônia, Letônia, Lituânia
e Finlândia.
O vasto império turco
– otomano ficou reduzido à atual Turquia, obrigada a renunciar ao domínio que
exercia no oriente médio. A Arábia saudita, o Iraque e a palestina passaram à
tutela dos ingleses, e a síria e o Líbano foram ocupados pelos franceses.
Os conflitos entre esses grupos geraram uma instabilidade permanente,
com graves consequências, inclusive para a geopolítica do mundo atual.
O socialismo e as transformações do
espaço geográfico
Em 1917, ainda durante a primeira guerra, ocorreu na Rússia
a revolução socialista. O movimento implantou uma concepção econômica com
repercussões radicais na forma de organização do espaço geográfico: houve
modificação no regime de propriedade, nas formas de produção e comercialização
de mercadorias e novas relações de poder foram definida.
No final de 1992, foi formada a União das Republicas
Socialistas Soviéticas (URSS), sobre a base territorial do tradicional do império
russo. A implantação de economia socialista não foi imediata. Entre 1917 e 1921
os bolcheviques enfrentaram uma guerra civil cuja vitória consolidou a
revolução. Com o país arrasado, Lenim adotou uma politica econômica baseada na coexistência
entre propriedade estatal socialista e a propriedade privada. Essa fase ficou
conhecida como Nova Política Econômica (NEP) e vigorou entre os anos de 1921 e
1928.
No final da década de 1930, quando a indústria de base
atingiu um elevado nível de produção, o governo da URSS privilegiou os
investimentos em pesquisa e produção de armamentos. Isso se deu a dois motivos:
a deflagração da segunda guerra mundial, em 1939, e a politica expansionista soviética,
visando ampliar sua influencia politico – econômica sobre outros países. Essa politica
de investimentos foi mantida mesmo após o termino da segunda guerra mundial, em
virtude de outros desdobramentos do conflito.
A crise do capitalismo
A segunda metade do século XIX, o sistema capitalista ampliou
a produção numa proporção muitas vezes maior que a capacidade de consumo dos países
industrializados. A busca de novos mercados e fontes de matéria – prima tornou –
se indispensável à sustentação dessa nova etapa produtiva. Ingleses, alemães,
franceses, belgas, estadunidenses e japoneses impuseram sua força industrial,
submetendo vários países do mundo a um controle nunca antes conhecido.
A crise de 1929
No início do século XX, a bolsa de valores de Nova York era
o principal centro internacional de investimentos. O volume de negócios ali
realizados diariamente sugeria que nada mais poderia deter o ritmo desenfreado
do desenvolvimento capitalista. Mas o capital investido na produção não foi
acompanhado pelo crescimento do mercado de consumo. O descompasso entre superprodução e
consumidores com capacidade para absorve – la ocasionou a grande crise de 1929.
Segunda guerra mundial
As condições objetivas para a deflagração de um novo
conflito já existiam desde o final da primeira guerra mundial. Os acordos pós –
guerra e importante acontecimentos no período entre guerras criaram
instabilidade permanente no continente europeu: a consolidação da Revolução
Socialista na Rússia e a formação da URSS; a paz “forçada” obtida pelo
tratamento de Versalhes, que minou a economia alemã, fragmentou seu território e
disseminou forte sentimento nacionalista; e a crise de 1929.
Fonte: http://minilua.com/fotos-impressionantes-2-guerra-mundial/
Na Alemanha, o líder do partido nazista Adolf Hitler,
conquistou o cargo de chanceler, em 1933. Em pouco tempo, suprimiu os partidos
da esquerda e os sindicatos, instaurou uma férrea censura aos meios de
comunicação e rompeu com as cláusulas impostas pelo tratado de Versalhes.
Dessa forma, Hitler contestou a ordem mundial definida após
a primeira guerra e formou com a Itália e Japão, uma nova aliança militar: o Eixo. De acordo coma concepção geopolítica
de Hitler, a Alemanha necessitava de espaço vital para promoção de seu
desenvolvimento econômico.
Em 1938, a Alemanha ocupou a Áustria e, em 1939, a Tchecoslováquia.
Quando, em setembro de 1939, a Polônia foi invadida pelo exercito alemã, a
França e Grã – Bretanha declararam guerra à Alemanha.
As forças do Eixo tiveram significativo avanço nos dois
primeiros anos de guerra. A Itália invadiu a Albânia e a Somália, e o Japão
invadiu a Malásia, Cingapura, as Filipinas e outras religiões dominadas pelo império
colonial dos aliados. A guerra também se estendeu à China e ao norte da África,
ganhando uma dimensão geográfica nunca vista em conflitos anteriores. No final
de 1941, os Estados unidos e a União Soviética entraram na guerra ao lado das
tropas aliadas.
A participação desses dois países no conflito mostrou – se decisiva
para a derrota dos países do Eixo, que, nos últimos anos de guerra, tiveram de
recuar e abandonar boa parte dos territórios invadidos no inicio do conflito. Em
1943, a Itália assinou o acordo de paz com as tropas aliadas.
Em maio de 1945, quando o exército soviético invadiu Berlim, a Alemanha se rendeu
incondicionalmente. Apesar de o Japão ainda resistir, sua rendição seria inevitável,
pois a marinha japonesa já tinha sido praticamente destruída. Em agosto de
1945, os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades
japonesas de Hiroshima e Nagasaki, numa demonstração indiscutível de seu
poderio militar. Esse fato assinou o fim da segunda guerra mundial.
A ordem mundial pós-segunda
guerra
Terminada a segunda guerra mundial, os dois grandes grupos
vitoriosos, Estados Unidos e União Soviética, acirraram a disputa pela
hegemonia mundial, originando importantes acontecimentos e fortes tensões
mundiais em quase toda a segunda metade do século XX. A aliança de guerra da
União Soviética com os Estados Unidos e as demais potencias europeias só havia
sido conquistada em razão da luta contra
um inimigo comum: a Alemanha nazista de Adolf Hitler. Ao final do conflito, os
dois países voltaram cada um para seu lado.
Os Soviéticos conquistaram vasta extensão territorial dos países
situados no leste da Europa, como Estônia, Letônia, Lituânia, leste da Polônia,
parte da Finlândia e da Romênia. Além disso, dominaram quase todos os países da
região, determinando os seus governantes, implantando o sistema econômico socialista
e transformando - os em países satélites.
Fonte: http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/22062/DIA-DA-VIT%C3%93RIA---Cerim%C3%B4nia-celebra-o-fim-da-Segunda-Guerra-Mundial-na-Europa